Faz 7 anos que não escrevo nada substancial aqui no blog. Que saudade de vocês! Tem alguém vivo por aí? Morto-vivo também serve... 😆
Muita coisa mudou nos últimos sete anos, tanto no mundo real (pra pior) como no meu mundinho privado (pra melhor).
Resumidamente, casei com a mulher mais bunduda do mundo (nice!), virei dono de husky (please, help me) e me tornei o advogado mais bem sucedido do meu prédio (cool, I guess).
Ultimamente, só temos sequências ruins de franquias consolidadas, remakes intragáveis, animações mongolóides e filmes de superherois para adolescentes de 40 anos. Trágico²!
Porém, jovem libélula, como mencionei, o cinema de terror continua em alto nível! Sinceramente, é o único gênero que se salva ultimamente (Valeu, Blumhouse!). E foi isso que, depois de tantos anos, me motivou a escrever essa postagem.
2026 foi um ano (e continua sendo, pois ainda estamos em julho) excepcional para o cinema de terror. Sério, galerinha do barulho da serra elétrica, estou pulando de felicidade em campos verdejantes de sanguinolência, sustos e gritos de sofrimento! Um filme de terror melhor que o outro!
E como terror é meu gênero favorito, decidi fazer uma postagem com os 10 Melhores Filmes de Terror do Século 21! Mas como sou doente por cinema, 10 acabaram virando 50! Pois é, o rivotril acabou, paciência.
Não serão críticas longas. Um parágrafo é suficiente (veremos se meu poder de síntese está calibrado).
Olha o gatilho, calma, respira... Inspira, expira. ✌
Brincadeiras a parte, sinta-se a vontade para comentar, elogiar, debater, elogiar, xingar, elogiar, e não esqueça de elogiar.
Logo, propositalmente deixei de fora filmes de comédia, ação ou drama com elementos de terror. Entram nesse corte filmes como Todo Mundo Quase Morto, Tucker & Dale Contra o Mal, Anticristo, Deathgasm (crítica completa aqui) etc. São filmes que eu adoro, mas não são de terror-terror, sabe?
Para entrar na lista o filme precisa ser pelo menos 75% terror. Eu juro que tentei colocar algumas coisas do Sam Raimi, o clássico Arraste-me para o Inferno ou o recente Socorro!, mas tem muita comédia e tiração de sarro, não passou pelo crivo.
Também deixei de fora filmes que parecem terror, cheiram a terror, andam como terror, mas na verdade são suspenses. Podemos citar, Triângulo do Medo (2009), Janela Secreta (2004) ou Hannibal (2001).
Além disso, deixei de fora filmes famosos que muita gente idolatra, mas que no fundo são grandes porcarias. Por exemplo, Midsommar (2019 - plágio mal feito de Wicker Man), Hereditário (2018 - chororô intragável), e Um Lugar Silencioso (2018 - o exército americano NUNCA iria perder para aquelas criaturas. Ponto!).
A última regra é a seguinte: apesar de ser uma lista pessoal, montei ela levando em consideração a qualidade objetiva dos filmes e não necessariamente minhas preferências subjetivas. Deu nó na cabeça? Pois é, deixa eu explicar melhor. Meus filmes favoritos não estão necessariamente nas melhores colocações, captou? Eu consigo separar a qualidade objetiva da visão subjetiva. Os filmes que eu mais gosto estão aí no meio, mas numa colocação compatível com a sua qualidade. Quais são esses filmes? Bom, ao final de tudo eu revelo.
Por fim, deixo aqui registrado as MENÇÕES HONROSAS:
Um pintor/guitarrista acaba sendo possuído por forças trevosas depois de se mudar com a família para uma nova casa.
Na época de seu lançamento causou certo burburinho, mas de lá para cá, infelizmente caiu no esquecimento. E eu estou aqui para mudar isso!
A história é relativamente simples: possessão demoníaca e blá, blá, blá. O verdadeiro diferencial é a atmosfera do filme. Uma pegada meio punk/rock/metal, sabe?
O protagonista é um pintor rockeiro, então temos diversas cenas dele tocando guitarra. Eu também toco guitarra e faço meus desenhos (@marinodoodleart), então imagine minha felicidade assistindo esse filme (demônios a parte, é claro).
É um filme um pouco pesado que mexe com traumas, família, stalkers... Ou seja, o roteiro também brinca com outras camadas além do puro gore. A execução poderia ser melhor, parece que a guitarra do diretor não estava super bem afinada, mas no geral é uma grata surpresa. NOTA: 6.5
A história é crível e o desenrolar dos acontecimentos é bem competente. É muito interessante pensar que as Catacumbas de Paris é um lugar que existe realmente. Macabro!
O monstro aqui talvez nem seja algo literal, mas sim, os fantasmas no guarda-roupas de cada personagem. Cada um deles terá que lidar com seu respectivo trauma. Olha que delícia! Os sustos são legais e a sensação de urgência está ali no meio.
Tem alguns detalhes que me incomodam? Claro. Tipo aqueles personagens que parecem que deixaram o cérebro em casa. Ódio. Mas no fim das contas, para quem gosta de found footage, é um filme bem divertido. Quem não gosta, eu recomendo dar uma chance. Matar não vai, né? Bom, pelo menos acho que não. NOTA: 6.5
Mãe e filha passam por maus bocados quando um livro infantil intitulado "Babadook" começa a manifestar forças sombrias dentro de casa.
Olha, no geral eu gostei. Mas sinto que não mexeu tanto comigo como deveria. Acho que o filme tem um público alvo um pouco mais específico, pois está no limite do drama. Tem um bastante chororô aí no meio. Quase não entrou na lista final, mas como a atmosfera é perturbadora e os sustos muito bem elaborados, fez por merecer uma vaga aqui. NOTA: 6.5
47. Campo do Medo (2019)
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| In Tall Grass (2019) |
SINOPSE: Depois de um grito de socorro vindo de um campo com grama alta, dois irmãos se aventuram campo adentro para tentar ajudar. Mas o que eles descobrem lá dentro pode ir muito além da compreensão humana.
CRÍTICA: Depois do carro assassino, cachorro assassino, piscina assassina, Stephen King ataca de novo com... A Grama Assassina!
Sério, é impressionante a capacidade do cara de pegar objetos ou lugares banais e cooptá-los para o terror. Algum dia, esse quatro olhos ainda vai fazer a geladeira assassina! Aliás, esse filme já existe, foi feito em 1991. E sim, eu assisti! É uma merda tão grande (Porque eu faço isso comigo mesmo? Eu preciso de ajuda!! Anywayyyy...).
Indo na contramão das críticas, que avacalharam com esse filme, eu orgulhosamente digo: "O filme é bom! Não dê ouvidos aos haters!"
Por que motivo esse filme seria ruim? Tem uma história apavorante e claustrofóbica, tem lição de moral, tem o Patrick Wilson chapadão nas trevas, tem labirintos psicológicos intrincados e perseguições desesperadas! Rapaz, o filme é bom. Não posso falar muito mais, pois poderia estragar o final, mas digamos que o Lovecraft gostou. Captou? NOTA: 7
46. Turistas (2006)
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| Turistas (2006) |
SINOPSE: Mochileiros gringos sofrem um acidente de ônibus e ficam isolados na zona da mata brasileira. Com isso, encontrarão um lado bem nefasto da região.
CRÍTICA: É basicamente "O Albergue" tupiniquim. E é muito legal, pô!
Acompanhar um bando de gringo folgado (que dizem querer conhecer lugares novos, mas no fundo só querem usar drogas e comer nossas mulheres) se ferrando em situações pavorosas, não é nada mal.
Tecnicamente, o filme é muito bem filmado. Realmente nos sentimos lá dentro das praias, matas e cachoeiras. Porém, pintam a população da região da mata como pobres selvagens analfabetos (o que é verdade, infelizmente cof cof). Apesar de ser um filme americano, ele foi filmado inteiramente aqui no Brasil.
Sobre o enredo, depois que os imbecis americanos (ou australianos, nem ligo) finalmente percebem a enrascada que se encontram, o filme começa de verdade. Aquele joguinho tenso de gato e rato (survival). A motivação do vilão é diferente de "O Albergue", não posso falar muito senão estrago. O que eu posso falar é o seguinte: o vilão é a pessoa com mais bom senso do filme. Haha. NOTA: 7
45. A Visita (2015)
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| The Visit (2015) |
SINOPSE: Depois de muitos anos, dois irmãos adolescentes vão visitar os avós durante as férias. Porém, os avós estão muito esquisitos. Por que o comportamento deles estaria tão diferente?
CRÍTICA: Alienação avoenga dá nisso aí. Haha. Nunca abandonem seus avós, pessoal! Em todo caso, o filme tem uma aura desconfortável e inquietante, e tudo vai ficando cada vez mais agonizante até a revelação final.
O fofinho do M. Night Shyamalan mandou bem nessa obra. Infelizmente, não posso comentar muito além disso, pois, como a maioria dos filmes do indiano, é melhor assistir sem saber praticamente nada. São filmes muito alicerçados em plot twist. E todos nós amamos um plot twist. Só não é melhor que pizza e pussy. NOTA: 7
44. A Cura (2016)
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| A Cure For Wellness (2016) |
SINOPSE: Um spa de luxo nos alpes suíços esconde um macabro segredo. Ficará a encargo de um jovem e ambicioso executivo descobrir a verdade por trás do lugar.
CRÍTICA: Eu simplesmete adoro esse filme! Se dependesse apenas do meu gosto pessoal, ele estaria mais acima na lista. Mas algumas falhas o seguraram por aqui mesmo.
A história é muito intrigante, você sente um mistério quase palpável no ar. As bizarrices gradativamente aumentam, culminando em cenas agonizantes (até indigestas, ouso dizer).
A fotografia é arrebatadora, a trilha sonora soberba e a atuação da maioria dos atores é ímpar. Com exceção da cara de pastel da Mia Goth, essa aí não consegue atuar nem que os lindos seios dela dependessem disso.
Queria tanto que tivessem feito uma tradução literal do título, seria algo como "A Cura do Bem-Estar". Acho que sintetiza melhor a ideia por trás do filme, porém, os "grandes sábios" responsáveis por essas decisões entendem mais que nós, né?
Um outro probleminha é o run time... Meu amigo, 2h30 de filme. Naquela pegada slow burning ainda por cima. Não é fácil não, se estiver com sono, já era. É só não deixar para assistir muito tarde, mas assista sim! Vale a pena! NOTA: 7.5
43. O Último Trem (2008)
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| The Midnight Meat Train (2008) |
SINOPSE: Um fotógrafo em busca de imagens impactantes acaba entrando no caminho de um serial killer, e isso acaba envolvendo-o no macabro mistério do trem da meia noite.
CRÍTICA: Man, oh, man! I really dig this movie! Já assisti duas vezes, e parece que ele só melhorou entre uma assistida e outra.
Você me permite inovar? Pois bem, vou cunhar um termo: gore noir! É a única maneira que consigo sintetizar esse filmaço.
Entenda... Ele tem aquele ar melancólico de investigação remetendo aos clássicos filmes noir, mas conforme avançamos na trama, a sanguinolência e insanidade transformam tudo num legítimo splatter gore!
Essa mescla de estilos transformam esse filme em algo único, visualmente falando. Valeria a pena só por isso. Mas podemos ir além, a história é bem interessante... Por que esse serial killer taciturno ataca nas estações de metrô? Para onde vai o trem da meia noite? É a busca por essas respostas que te prende do começo ao fim.
E como não amar o Vinnie Jones? O cara é um brucutu das antigas. Esse modelo de carranca parou de fabricar na década de 60. Por fim, o filme é baseado numa história do magistral Clive Barker (criador de Hellraiser) e foi idealizado por sua produtora, Midnight Picture Show. Tinha como dar errado? All Aboard!!! NOTA: 7.5
42. O Albergue (2005)
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| Hostel (2005) |
SINOPSE: Três mochileiros partem para uma cidade eslovaca que promete satisfazer seus prazeres com lindas mulheres, sem desconfiar do inferno que os aguarda.
CRÍTICA: Senta que lá vem história... Ahhh, saudoso 2008. Quase vinte anos atrás, estou ficando velho. Na época, eu estava no colegial. Lembro claramente desse filme no cinema em 2005, mas devido a censura +18 não deu para assistir ao "filme mais assustador da década" (vamos falar sobre isso mais pra frente).
Porém, em 2008 o filme já estava nas locadoras (Quem topa abrir uma locadora comigo? Bora trazer esse monumento cultural de volta!).
Nessa época, eu já assistia muitos filmes. Muitos mesmo, tipo uns três por dia, seja na TV, locadora, baixando ou YouTube em 240p (sim, também tinha filme completo naqueles tempos no YT, só que os filmes eram divididos em diversas partes de 10 minutos cada, pois era o limite de tempo permitido - "na minha época, aqui era tudo bits").
Em todo caso... Minha mãe pagava perua para eu voltar para casa da escola (sim, sim... sou um playboy da classe média paulistana, nossa que pecado... Praticamente um escravocata), mas muitas vezes eu abria mão dessa benesse para voltar andando mesmo... Para passear no parque próximo, geralmente para sentar e ler (lia muito também). Mas na maioria das vezes, eu passava era na locadora! Oh, saudade... Já estava naquele período da decadência das locadoras, então tinha muita promoção de aluguel por 5 reais, até 1 real, acredite se quiser.
E foi num desses dias que eu o vi... O Albergue! (imagine um susurro fantasmagórico no pé do ouvido). Eu olhei para ele, ele me olhou. Nós nos olhamos. Foi amor a primeira vista.
Era uma época meio trevosa da minha vida (andava lendo coisas sobre ocultismo, feitiçaria e até coisas mais pesadas que não vale a pena mencionar aqui), então eu sentia uma necessidade cabalística de assistir "O Albergue", até mesmo como se fosse um rito de passagem... Uma maneira de me reafirmar na vida adulta (e oculta) que eu estava adentrando. Afinal era o "filme de terror mais pesado já feito", e isso e aquilo. Na minha cabeça o enredeo devia ser até algo satânico, sei lá.
Peguei o filme e fui para o balcão. Eu tinha feito amizade com a atendente, gente boníssima, mas ela lembrava a Fiona do Shrek (Sim, ela era verde. O que você imaginou, preconceituoso?). Ela me avisou: "Esse filme é pesado, hein". Respondi alguma coisa idiota que só os adolescentes tem a capacidade de dizer. Paguei e fui correndo pra casa.
Chegando lá, tomei um banho de 37 segundos, almocei um prato de 2.500kcal, bati uma punheta (provavelmente imaginando a Gianna Michaels ou a Carmella Bing), sentei no meu notebook e coloquei o filme.
Apesar de saber de sua existência há pelo menos 3 anos, nunca tinha lido nada sobre o enredo (sequer olhei a contracapa do DVD no caminho para casa). Eu sempre quis ver o filme o mais "no pelo" possível, entende? E foi exatamente o que eu fiz... E 1h30m depois... Decepção total.
Gente, talvez tenha sido a maior quebra de expectativa da minha vida. Haha. O filme é um torture porn normalzinho. A década de 70 está cheia disso, coisas até mais pesadas se você for parar pra pensar.
Não tô falando que o filme é ruim, pelo contrário. Continua sendo aterrorizante (com algumas poucas pitadas de humor). As cenas de tortura são muito realistas (sim, sou crítico de torturas medievais também), a cadência do filme é bem ágil, o que te mantém de olho na tela a todo momento, o desenvolvimento de personagens é muito bem feito, e de quebra, ainda tem vários peitinhos (Puxa, puxa, que puxa!). No geral, é muito bom! A melhor obra do Eli Roth, se bobear.
Mas não é o filme mais pesado já feito, longe disso. Antes dele tinha coisa mais pesada e de lá pra cá já surgiram coisas muito mais pesadas, tipo Bring Her Back (que também entrou nessa lista). Parando novamente pra pensar, até O Albergue 2 é mais pesado que O Albergue 1. Haha.
A culpa foi um pouco minha por ter acreditado demais no marketing. Por ter ido com sede demais ao pote de sangue. Em todo caso, guardo com muito carinho no meu coração toda essa experiência. Pelo menos uma coisa "O Albergue" me ensinou: não acreditar tanto no marketing. NOTA: 7.5
41. Last Shift (2014)
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| Last Shift (2014) |
SINOPSE: Uma policial novata fica encarregada do último turno em uma delegacia. No decorrer da noite coisas macabras acontecem, levando-a ao limite da sanidade.
CRÍTICA: Espero que suas orações estejam em dia, porque esse aqui é uma pedrada! Um dos poucos filmes da lista que me deram medo genuíno.
Apesar de ser um filme de baixo orçamento, os sustos são muito bem elaborados, a maquiagem das criaturas é grotesca (no bom sentido) e a atmosfera perturbadora une tudo com maestria.
O orçamento limitado, cria aquela pegada de filme B, que de certa maneira, traz mais realismo para as cenas. Ainda não consigo dizer se isso é bom ou ruim. Por um lado, se dedicaram em criar um mundo nefasto, por outro, talvez tenha sido real demais. Haja coração.
O design dos demônios/assombrações é visceral, meio orgânico, parece que a maquiagem respira. Macabro demais! Basta olhar para a capa ao lado para ter uma pequena noção do que estou falando. Eu realmente estava com dó da policial. Coitada, passou por maus bocados.
Interessante mencionar que o diretor Anthony DiBlasi também foi o produtor de "O Último Trem", ou seja, o cara tem gabarito no horror. Além disso, DiBlasi fez algo único na história do cinema americao: um remake do próprio filme! Last Shift foi refilmado em 2023 com o nome "Malum".
DiBlasi refez a história com um orçamento maior para poder lançar nos cinemas, visto que o original foi lançado direct-to-dvd. Agora adivinha? "Malum" é bem pior que "Last Shift". O que se passa na cabeça desses diretores, hein? É o mesmo que começar uma prova com um colinha e ainda assim ser reprovado. Nem perca seu tempo com Malum.
Graças a pegada underground e a efetiva sensação de medo, eu ainda prefiro 1000 vezes o original. Não dá prazer quando alguém faz um baita filme com recursos limitados? Bom, eu sinto (tenho fetiches estranhos).
Também não consegui achar o nome do filme em português, provavelmente ainda não saiu oficialmente em terra brasilis. Entretanto, se assim como eu, você também é fã de terrores mais pesados, dê seus pulos pra conseguir assistir. E bons pesadelos! NOTA: 7.5
40. Contos do Dia das Bruxas (2007)
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| Trick'r Treat (2007) |
SINOPSE: Antologia de contos relacionados ao Halloween. Todos eles se conectam de uma maneira ou de outra.
CRÍTICA: Na minha opinião, a melhor coletânea de contos de terror já feita! Esqueça Creepshow, esqueça Tales from the Crypt, essa aqui é o real deal!
Tento assistir todo ano por volta do Halloween. Ou seja, já assisti pelo menos 10 vezes. E continua excelente, simplesmente não tem como enjoar.
A fotografia é soberba! Conseguiram capturar todo aquele clima de cidadezinha do interior americano na época do Halloween. Quem não gosta, né?
A trilha sonora é bem icônica, com aquele tom eerie fantasmagórico, lembrando uma trilha sonora de filme do Tim Burton. E pra fechar com chave de ouro, temos muitos atores famosinhos no elenco (Anna Paquin, Brian Cox, Dylan Baker), logo, as atuações também são muito competentes.
Temos contos sobre lobisomens, vampiros, bruxas, fantasmas... Ou seja, o pacote completo! Mais legal ainda é a presença desse menininho aí do cartaz, chamado Sam. Com certeza, o nome é uma referência a Samhain, que era uma festa gaélica pagã relacionada a época da colheita, que dizem ter influenciado muitas tradições do Halloween, inclusive coisas que permanecem até hoje, como a prática de usar fantasias para enganar os maus espíritos.
Sam não é só um dos personagens do filme... Ele também funciona como um mascote, ou melhor, um ser onisciente, observando tudo que acontece. Parecido com o Crypt-Keeper do também clássico Tales from the Crypt, ou ainda, The Old Witch e The Vault Keeper, da série de quadrinhos de terror da EC Comics.
Vale ressaltar que temos muitos sustos, mortes e violência, mas por incrível que pareça, ainda assim é um filme leve. O que quero dizer com isso é o seguinte: a violência não é algo extremo e gratuito. Pelo contrário, ela está presente, mas de forma comedida, ajudando a contar as tramas. Está na cena, mas não é o foco. O foco é a atmosfera macabra e as histórias dos personagens. Os sustos, mortes e violência são secundários. Lembra muito os contos de fadas dos Irmãos Grimm, até porque todos os contos aqui presentes possuem plot twists muito inteligentes.
É esse equilíbrio gostoso que transforma essa coletânea numa pequena obra-prima. Se bobear é o melhor filme de Halloween já feito. Conseguiram capturar a verdadeira essência da noite das bruxas!
Nunca fizeram nenhuma sequência... E acho melhor assim! Geralmente quando um filme de terror faz sucesso, o estúdio surge, mais rápido que a fome em país comunista, quererendo captalizar em cima, lançando trocentas sequências, em sua maioria, verdadeiras porcarias (olha o que fizeram com Hellraiser ou Jogos Mortais). É melhor deixar essa pérola do jeito que está: um excelente respiro de qualidade, sem sequências ou remakes. Um clássico instantâneo!
A única coisa que eu mudaria é a escolha do título em português. Já escrevi uma postagem falando das imbecialidades das pessoas responsáveis por escolherem os títulos dos filmes no Brasil (
confira aqui). E nesse filme, eles atacaram de novo!
Eu até entendo adaptar um título que só tem significado em outro país para algo mais comercial e com maior identificação com nossa população. Porém, sempre que possível deve-se adaptar ou traduzir o mais literal possível. E nesse caso, o nome original em inglês é Trick or Treat, que significa literalmente Gostosuras ou Travessuras. Essa não é uma expressão desconhecida dos brasileiros. Não tem nenhum motivo plaúsivel para não traduzir o mais literal possível. Vai entender o que se passa na cabeça desses chefes de departamento de tradução das distribuidoras. Acho que eles gostam é de complicar a vida de cinéfilos, isso sim!
Por fim, é o tipo de filme que dá pra assistir tranquilamente com um filho mais novo. Vai traumatizar? Não. Vai assustar? Sim. Mas no fim das contas, não é pra isso que um filme de terror serve?
Essa coletânea não é redondinha, ela é redondona! Perfeita em muitos aspectos. Se não te agradar, é porque você deve ser um chato. Haha. Assista todo ano sem medo! Aliás, com um pouquinho de medo. Só não esqueça da pipoca. NOTA: 8
39. Terror em Silent Hill (2006)
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| Silent Hill (2006) |
SINOPSE: Rosa procura por sua filha Sharon, que desapareceu em Silent Hill, uma cidade tomada por uma estranha neblina e repleta de mistérios envolvendo criaturas macabras.
CRÍTICA: Para os forasteiros incautos, saibam que, a partir desse momento, vossas senhorias estão adentrando em terrítorio gamer. Haha. Sim, meus caros, Silent Hill é baseado no video game homônimo.
Como todos sabem, a maioria das adaptações de games não lograram muito sucesso, não necessariamente pela falta de fan base, mas sim pela falta de qualidade. Entretanto, essa regra passa longe daqui!
Silent Hill é uma exímia adaptação, que funciona por si só como terror, mas que também é uma excelente adaptação do jogo. Ou seja, agrada tanto os fãs de terror, como os fãs da franquia de jogos.
Na realidade fizeram uma mescla nesse filme, adaptanto os dois primeiros jogos da franquia. A mistura até que ficou legal. Não manteve alguns elementos chaves das histórias originais, mas ainda assim criaram algo verdadeiramente assustador! O design das criaturas é de cair o c* da bunda! Dá medo mesmo! São criaturas que parecem estar sofrendo tanto quanto as pessoas que elas perseguem! Monstros repletos de machucados, queimaduras, espasmos, arame farpado na carne... Negócio sofrido mesmo.
E no fim das contas, Silent Hill é isso: um lugar em outra frequência da realidade que pega toda a energia negativa e traumas das pessoas, para moldar essa cidade amaldiçoada repleta de criaturas, que por sua vez, espelham esses traumas e medos.
Não é por nada não, mas a história do filme é meio complexa, então preste bastante atenção para não perder nenhum detalhe. Por que a cidade faz isso? Por que nem todo mundo que entra em Silent Hill consegue ver o mundo paralelo? Quem está por trás de tudo? Quem realmente é a Sharon? Muitas perguntas, e todas são respondidas no decorrer da trama.
E acredite se quiser, a história dos jogos é mais complexa ainda, realmente uma viagem pela psique humana. Mas não sei se vale a pena explicar os pormenores de como Silent Hill funciona, até porque a maioria de vocês nunca irão jogar o jogo. E porque não é necessário entender 100% dos jogos para aproveitar essa obra de maneira isolada. Como eu disse, ela funciona muito bem sozinha.
Somente saibam que realmente vale a pena. Os personagens, a cinematografia, os efeitos especiais, a trilha sonora, os sustos, a história em si... É tudo muito bem feito mesmo. Já tô com vontade de assistir de novo.
Foi dirigido por Christophe Gans, um diretor com pouquíssimos filmes no currículo. Os cinéfilos mais raiz lembrarão dele por sua magnus opus O Pacto com Lobos (2001). Em 2026, depois de 12 anos sem dirigir nada, ele retornou a cadeira de diretor para comandar outra adaptação de Silent Hill, no caso, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno. Dessa vez a adaptação é mais fiel ao segundo jogo da franquia. A maioria dos críticos detonaram essa nova adaptação, esculacho geral mesmo. Haha. Porém, contudo, entretanto... Eu também gostei! Recomendo? Não sei, vá por sua própria conta e risco. Apesar de ter gostado, não chega aos pés da versão de 2006.
Em resumo, é isso! Um filme complexo, porém aterrorizante! Assistam! E se você tiver algum trauma escondido, e uma neblina chegar por aí, cuidado! O Cabeça de Pirâmide pode querer te fazer uma visitinha. E dizem que quando ele visita alguém, geralmente leva o hímem ou as pregas da pessoa junto com ele. Haha. NOTA: 8
38. Jogo Perigoso (2017)
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| Gerald's Game (2017) |
SINOPSE: Numa casa isolada, um fetiche de
bondage sai do controle quando o marido morre de ataque cardíaco logo após amarrar a esposa na cama com algemas. Agora ela terá que lutar para sobreviver contra a fome, a sede e o que parece ser um
stalker.
CRÍTICA: É por isso que eu não deixo mais ninguém me amarrar na cama! Zueira. Eu ainda deixo!
Em todo caso, que filminho gostoso, hein? Bem carregado no survival e no suspense, mas com belas doses de terror.
A atuação da Carla "Nice Tits" Gugino é realmente inacreditável, muito convincente. O desespero e a adrenalina brincam de batata quente com maestria na interpretação dela. Ligar e desligar o modo choro não é para qualquer ator não. Mas ela sustentou o filme praticamente sozinha. Bravo!
Algumas cenas são bem pesadas, graficamente eu digo. E da metade pra frente, a tensão vai atingindo níveis cada vez mais angustiantes, culminando num desfecho pra lá de satisfatório.
Baseado num livro do Stephen King (ah, vá!), a trama também brinca com outros temas - como neuroses e traumas - de maneira bem atualizada. Não é excessivamente longo, nem desnecessariamente complexo. É um filme redondinho para assistir com a namorada (e quem sabe animar para praticar um bondage, hein?). Se você não tiver namorada, não desanime... Carla Gugino e 5contra1 também dá certo! NOTA: 8
37. Hush: A Morte Ouve (2016)
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| Hush (2016) |
SINOPSE: Uma escritora surda que mora numa casa isolada no meio do mato, terá que lutar por sua vida em silêncio quando um assassino mascarado aparecer em sua janela.
CRÍTICA: Assim como a colocação anterior, esse filme também foi dirigido por
Mike Flanagan. E não será a última obra dele na lista. Bem mais pra frente, seu nome aparecerá novamente.
O cara é bom, patroa!
Dentro do gênero terror existe um subgênero chamado home invasion. Que são aqueles filmes que giram em torno de um vilão (geralmente um psicopata) tentando invadir uma casa (pode ser bar, galpão...) para matar o mocinho (se for só matar, às vezes tá no lucro! Tem uns vilões que querem o toba também).
Foi um subgênero bastante utilizado nos últimos anos. Filmes mais famosos incluem Quando um Estranho Chama (2006), Os Estranhos (2008), Você é o Próximo (2011), Uma Noite de Crime (2013), etc. Todos interessantes, vale a pena conferir! Mas nenhum chega perto de Hush!
E por que esse é melhor que a média dos filmes desse gênero? Em primeiro lugar porque criaram uma protagonista bastante original, no caso, uma moça surda! Essa fragilidade física da personagem traz uma camada diferente para o filme, que por sua vez, puxa mais para um horror psicológico do que para um terror tradicional.
É meio difícil explicar, mas é um filme que brinca bastante com o silêncio, a percepção, o plano de fundo... Por ser um filme praticamente sem som, a equipe precisou encontrar outras soluções narrativas para criar a tensão. Essa limitação é um pouco bizarra, não estamos muito acostumados com isso. Mas nesse filme é a ausência que dá o tom da obra e não a presença. É isso que deixa tudo tão interessante, e nos transporta com maior fidelidade para a pele da personagem.
É a prova viva que o silêncio e a tensão podem ser tão aterrorizantes quanto o gore e medo! Não deixem passar essa pequena pérola do cinema! NOTA: 8
36. Faça Ela Voltar (2025)
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| Bring Her Back (2025) |
SINOPSE: Uma mulher, que recentemente adotou dois irmãos, fará de tudo para trazer seu filho de volta. De tudo!
CRÍTICA: Jesus motoqueiro, sem dúvidas esse é o filme mais pesado da lista.
Pessoal, é difícil assistir... Sério mesmo... Ultrapassou alguns limites da violência. Até eu que sou um brutucu fissurado nessas paradas, achei exagerado.
Esfaqueamento, automutilação, esmagamento de membros, abusos de toda espécie... Se você não tem estômago forte, passe longe! Faz O Albergue parecer um passeio no parque da Xuxa.
Mas como não só de violência viverá o homem, deixo claro que a trama também é excelente. Me surpreendeu! Aliás, esse é o verdadeiro motivo do filme estar na lista. Somente violência gratuita nem de longe é motivo suficiente para ingressar nessa nobre seleção de filmes.
Mas aqui abordaram temas como culpa, luto e depressão de maneira exímia. Uma sensação constante de angústia e paranoia permeia todo o filme.
Ou seja, a atmosfera da trama também é pesada do ponto de vista interior. E foi essa mescla extremamente agonizante entre externo e interno que elevou o patamar dessa obra. É um equilíbrio grotesco, mas que funciona. O espectador não tem sossego um segundo sequer!
Agora a coisa que eu mais gostei (ou odiei) foi a personagem principal. Completamente manipuladora e dissimulada! Mentirosa em última instância! Dá mais raiva dela do que do próprio demônio. Ela faz de tudo para ter a filha de volta, e não está nem aí se tiver que destruir a vida de outros no processo. Sabe aquele papo ridículo de que a palavra da mulher vale mais que a do homem, mesmo sem provas? Então, ela se aproveita disso com maestria.
Contudo, por mais que seja uma personagem miserável e nojenta, é justamente isso que a transforma numa parte tão boa e importante do filme. Qualquer personagem que consegue extrair reações tão viscerais e polarizadas do espectador só pode significar que foi bem escrito. Nesse caso, muito bem escrito e muito bem interpretado pela talentosa Sally Hawkins (merecia um Oscar).
Não é algo que recomendo para todos, mas definitivamente fez por merecer estar presente aqui! NOTA: 8
35. O Telefone Preto (2021)
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| The Black Phone (2021) |
SINOPSE: Após ser raptado por um assassino de crianças e trancado em um porão à prova de som, um menino de 13 anos começa a receber chamadas em um telefone, das vítimas do assassino.
CRÍTICA: O Ethan Hawke manja dos paranauê, hein? Ele tem uma cara de doido que funciona bem para filme de terror - aliás, não será o único filme dele na lista. Consegue adivinhar qual será o outro?
Aqui ele interpreta um psicopata sequestrador de crianças - aquele estereótipo padrão de serial killer da década de 80.
Tudo é tão arrumadinho nesse filme! A ambientação, as atuações (inclusive das crianças), a história em si é muito legal - tem uma pegada sobrenatural bem forte também. Os personagens tem motivações, camadas e perfis bem trabalhados. Sensacional!
Foi baseado num conto do Joe Hill, filho do Stephen King (o fruto não cai longe da árvore, né).
Não tem muito mais o quê comentar. Basicamente é um filme de terror extremamente esmerado. Só isso. Não reinventou a roda, mas fez bem feito tudo o que se propôs.
Infelizmente, a sequência não chega aos pés desse aqui. Paciência... Se quiser dar uma chance, aí é com você. Agora o primeiro, realmente recomendo. Assista dentro de uma van preta, de preferência! NOTA: 8
34. A Casa dos 1000 Corpos (2003)
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House of 1000 Corpses (2003)
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SINOPSE: Um grupo de jovens viajando pelo Texas em busca da lenda urbana do Dr. Satã, acaba caindo nas mãos de uma família de serial killers.
CRÍTICA: Com certeza, um dos meus filmes favoritos da lista! E novamente, um petardo para assistir na época do Halloween!
O primeiro filme escrito e dirigido por Rob Zombie, ex-vocalista da banda de metal White Zombie (após sair da banda ele também teve uma carreira solo de bastante sucesso). O filme foi gravado em 2000, mas só foi lançado em 2003 devido a diversas alterações e cortes. Algumas cenas, Zombie gravou na própria casa usando uma câmera 16mm. O brother é raiz, hein? Aliás, ele é Roots, Bloody Roots!!
A Casa dos 1000 Corpos é basicamente uma carta de amor ao cinema de terror old school! Rob Zombie é um aficcionado por filmes de terror antigos. Inclusive, vale mencionar, a título de curiosidade, que White Zombie é o nome de um filme de terror de 1932 com o Bela Lugosi (meia boca, não vale a pena).
Já nesse filme, as similaridades de roteiro mais claras envolvem O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Aniversário Macabro (1972), afinal, em Hollywood nada se cria, nada se perde, tudo se plagia! Haha. Estou sendo um cadinho injusto, não chega a ser um plágio, mas é fortemente inspirado, definitivamente. E não tem problema nenhum nisso, visto que o Zumbizinho também conseguiu incluir muitos elementos originais.
Um desses elementos é seu estilão psicodélico, com certas cenas bem coloridas, visualmente confusas e distorcidas (basicamente uma viagem no ácido). Isso é uma pitada de originalidade super bem-vinda. Deixa o filme esteticamente mais interessante, casando muito bem com o clima de Halloween, inclusive.
Ainda a título de tributo, espalhados pelo filme, temos diversas menções ao cinema clássico de terror, seja uma frase, músicas, objetos, ou ainda, posters nas paredes. Quem entende de cinema, irá se deleitar vendo essas inúmeras referências.
Temos algumas outras referências que os mais bisonhos talvez não tenham percebido... Por exemplo, o personagem Capitão Spaulding é uma referência óbvia ao serial killer John Wayne Gacy (1942-1994), que matou pelo menos 33 meninos na década de 70, e que trabalhava como palhaço animador de festas infantis nas horas vagas.
Sobre o filme em si, vamos lá... Os Firefly, uma família de malucos assassinos satânicos e necrófilos, tacam o terror em um inocente grupo de jovens durante a noite de Halloween. É meio triste, sabe? Pô, aquela molecada realmente era gente boa, não mereciam as torturas que foram submetidos... Mas é um filme de terror, né, então foda-se.
Gosto de todos os personagens dessa família de homicidas (eu juro que sou normal, tá?). Cada um deles tem sua maluquice e genialidade própria. São personalidades distintas, porém todas são interessantes. Em especial a Baby Firefly (ahhh, borboletas de sangue no estômago). O que ela tem de beleza, tem o dobro de maldade e instabilidade. Vale mencionar que a Baby foi interpretada pela Sheri Moon Zombie - hoje ela é casada com o Rob, mas na época era namorada. Se conheceram quando ela era tiete da banda White Zombie. Amor a primeira trepada no camarim, aparentemente.
Apesar de ser auto contido, o filme faz parte de uma trilogia, já pensou? Também acompanhamos as peripécias da família Firefly em Rejeitados pelo Diabo (2005) e Os 3 Infernais (2019).
Rejeitados pelo Diabo é muitoooo bom mesmo! Altíssimo nível! Mas como puxa bastante pra ação, ficou fora da lista. Putz, a cena final com Free Bird tocando é uma obra de arte. Já Os 3 Infernais é fraquinho demais. Teve um orçamento menor e isso refletiu bastante na qualidade do filme (o roteiro é uma bosta, sendo bem franco).
Em todo caso, recomendo demais assistir A Casa dos 1000 Corpos. Vá de mente aberta e deixe a doideira rolar! Além disso, não é um filme longo, dá tranquilamente para engatar Rejeitados pelo Diabo na sequência. Antes de ir, alguém precisa fazer exames de check-up? A agenda do Dr. Satã está livre essa semana. Hahaha! NOTA: 8.25
33. O Orfanato (2007)
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| El Orfanato (2007) |
SINOPSE: Laura compra e passa a residir no orfanato que morou quando era criança. Quando seu filho desaparece, ela precisará encontrá-lo com a ajuda daquilo que parece ser um fantasma.
CRÍTICA: Na essência, esse é um filme de casa assombrada! Apesar da execução extremamente moderna, tem uma indissociável pegada de filme clássico sobre fantasmas. Tipo House on Haunted Hill (1959 - Com Vincent Price, meu ator favorito), ou ainda, The Haunting (1963). Mais alguém sentiu isso ou foi só o cinéfilo doente aqui?
O Orfanato faz parte de um seleto grupo de filmes contemporâneos que realmente entendeu o que significa suspense!
Entenda... O suspense não é só um gênero isolado. No seu âmago, o suspense é o fio que liga sua mente à um evento futuro aterrorizante. E se toda construção narrativa for bem feita, essa espera pelo evento pode ser tão agonizante e medonha quanto o evento em si! E foi justamente isso que fizeram em O Orfanato.
É o tipo de filme que empenha boa parte do tempo criando uma crível atmosfera de medo e suspense, não se sustentando exclusivamente em sustos e sangue. É um terror com pedigree, digamos. Haha.
Sobre a história em si, existe uma linha tênue entre realidade e fantasia, pois acompanhamos tudo pelos olhos da protagonista. E se na realidade, tudo estiver só na cabeça dela? Quem é o menino que aparece no decorrer do filme? Onde o filho dela está? Perguntas palpitantes, mas que são respondidas no decorrer da trama.
O ápice do filme é o suspense interminável que te mantém na ponta da cadeira, no aguardo da irredutível revelação final! Os sustos são pontuais. A filosofia do filme é a seguinte: é mais assustador esperar por algo do que ver algo.
Filmado na Espanha, teve Guillermo del Toro como padrinho. Ocorre o seguinte: depois do sucesso de seu filme Espinazo del Diablo (2001), del Toro angariou bastante moral entre os estúdios espanhóis, dando muito apoio para o diretor J.A. Bayona filmar O Orfanato da maneira que desejava. Aparentemente, del Toro conseguiu convencer os estúdios a dobrarem o período de filmagens. O del Toro pôs a mão no fogo pelo hermano... E deu certo! Além da história maravilhosa, a cinematografia e a fotografia também merecem bastante apreço. Cenas lindamente filmadas, que brincam muito com ângulos diferenciados e ilumiações naturais.
Por fim, vale mencianor a participação de dois integrantes do elenco. A primeira é a Geraldine Chaplin, filha do Charles Chaplin. Ela é uma atriz muito competente, tal como seu pai fora. Infelizmente, ela tem a cara ressecada de tanto fumar. Em 2007 ela tinha 63 anos, mas parecia ter 80! Hoje ela tem 82, mas parece ter 106. Evitem cigarros, boys and girls!
O segundo ator que desejo citar é o Edgar Vivar, que interpreta um caçador paranormal. Sim, meus caros, o sr. Barriga está num filme de terror! O filme é top, arrepiante, terror total... Mas sinceramente, poderiam fazer o Edgar pegando o fantasma, tirando o capuz dele e falando "Tinha que ser o Chaves de novo!" Hahahahaha. Eu sei... Eu sei... Tenha paciência comigo.
Piadas a parte, O Orfanato tem tudo que um filme de terror deveria ter. Não deixe passar! NOTA: 8.25
32. Sorria 2 (2024)
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| Smile 2 (2024) |
SINOPSE: Uma popstar famosa recebe a maldição das pessoas que sorriem incessantemente. Agora ela terá que fazer de tudo para se libertar dessa maldição.
CRÍTICA: Esse filme não tinha o direito de ser tão bom quanto foi! Cara, que coisa inacreditável!
Eu sempre coloco uma barra bem mais baixa para sequências, visto que a maioria delas são piores que o original. Mas aqui é o inverso, o primeiro é bom e o segundo merece ser chamado de 'senhor filme'!
Esse filme começa exatamente de onde o primeiro terminou, mas apesar disso é uma história nova, completamente independente. Então, não precisa ter assistido o primeiro para entender esse.
Quem assistiu ao primeiro, deve se lembrar da macabra maldição que envolve sorrisos, levando as pessoas a loucura total. Pois bem, aqui é a mesma fórmula, mas com uma execução muito mais afiada. Possui o cenário da música pop como background da trama. A protagonista é o equivalente à uma Ariana Grande em começo de carreira. De tal maneira, além da violência, o filme ainda traz uma camada de crítica social - sobre o fanatismo dos fãs e abuso das gravadoras - muito atual e importante.
Sobre a violência... Imagine uma agulha entrando na sua gengiva, ou ainda, alguém martelando a sua mão com um alicate. É nesse nível de violência. Pesado, hein.
Não chega a ser tão pesado quanto pisar numa peça de LEGO descalço, mas ainda assim são cenas difíceis de assistir.
Agora o que eu mais gostei: A atuação da atriz principal, miss Naomi Scott. Me faltam palavras, absurdo total. Foi uma entrega ao personagem raramente vista, inclusive nessa própria lista. Ela convence demais como uma pessoa gradativamente entrando na paranoia. Os gritos, reações, diálogos... A moça entregou tudo no talo! Enquanto eu assistia fiquei com um sorriso de orelha a orelha (🥁BA-DUM-TSS). NOTA: 8.25
31. Os Outros (2001)
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| The Others (2001) |
SINOPSE: Uma mulher que vive em sua antiga casa de família com seus dois filhos fotossensíveis está convencida de que a casa é assombrada.
CRÍTICA: Possivelmente, dentro do gênero terror, a premissa de casa assombrada e fantasmas talvez seja a mais clássica! E é justamente essa receitinha que Os Outros segue. E que receita bem feita!
Merecem destaque a ambientação rural, a atuação impecável da Nicole Kidman, a fotografia no estilo chiaroscuro e a trilha sonora eerie totalmente melancólica. E óbvio, o roteiro intrincado que te deixará curioso (e apavorado) do início ou fim!
Como continuar falando dessa obra-prima sem dar algum spoiler? Pois é... Não tem como.
Assim como O Sexto Sentido (1999) ou Oldboy (2003), quanto menos você souber, melhor! Simplesmente pare tudo que você está fazendo e vá assistir esse filmaço! NOTA: 8.25
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Bem, meus caros, caras e coroas, por enquanto é só!
Tá dando muito trabalho fazer essa lista. Conciliar escrever aqui com o trabalho, tá meio osso. Mas irei terminar, óbvio.
Farei o seguinte: irei acrescentar 10 filmes por semana na lista. Assim ninguém precisa ler tudo de uma única vez (se é que alguém faz isso). Além disso, vocês podem voltar aqui toda semana para me dar um "oi". Não me deixem sozinho. É muito escuro e solitário aqui. Haha.
O cronograma é o seguinte:
Filmes #30 a #21 - Dia 8 de agosto.
Filmes #20 a #11 - Dia 15 de agosto.
Filmes #10 a #01 - Dia 22 de agosto.
Nos vemos lá!